Voltei. O endereço é o mesmo, mas o nome está mais de acordo agora. O “La Même” não servia mais pra mim, minha vida mudou substancialmente há pouco mais de um ano. Em um ano, puts, tudo pode mudar. Tudo mesmo.
Por isso, mudei o letreiro aí. Claudias, sem acento e sem apóstrofe – nada daquela cafonice de bar chulé que, achando o suprassumo da chiqueza, coloca o nome de “Nelson’s Bar” em vez de “Boteco do Nelson”. Aliás, boteco, hoje, pra quem não bebe ou não está atualizado, virou estabelecimento de gente fina. Mas não vim falar disso, não hoje.
Claudias é uma forma de assumir aquilo que todos deviam assumir pelo menos uma vez na vida: o fato de todos nós sermos, ao mesmo tempo, únicos e múltiplos. Sermos um e dois e vários. Eu sou eu e sou outras, e você que está lendo também é você e é outros. Não entendeu? Vou explicar. Mas, antes, leia isso aqui.
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Escrever faz parte da minha profissão, e é difícil, no dia a dia, sentir prazer em fazê-lo. Escrever, lá quando eu tinha 15 anos, era uma forma de me expressar (o que talvez fosse mais uma espécie de necessidade do que de prazer). Hoje, é uma forma de pagar as contas do mês. Cadê o prazer? Cadê o glamour do ofício de jornalista? Foram para o saco.
Dia desses, eu fui conhecer o tal Pampa Burger com amigas aqui em Porto Alegre, só mulheres, todas minhas ex-colegas de faculdade (um parêntese, caso interesse: eu sou bem mais um xis do Cavanhas que o Pampa Burger. Com a minha fome, seria necessário comer dois hamburgers daqueles pra me satisfazer, mas cada um custava R$ 14!!! Morri! Fecha parêntese).
Durante as comilanças, a Mônica, jornalista como eu, disse que não tem o menor remoso de dissuadir qualquer jovenzinho(a) que pergunte para ela “o que tu acha de eu fazer jornalismo?” Aliás, eu acho que cada adolescente que cogite a hipótese de ser jornalista pergunte a vários jornalistas como é a profissão, isso antes de prestarem vestibular. Vamos lá, adolescentes, perguntem, porque eu fiz o que deu na minha cabeça e estou aqui escrevendo no lugar mais nobre que me permitiram. (#Mimimi. Jornalistas são uma classe mal humorada, sem dinheiro e estressada. Aos poucos, neste blog, você vai compreender que isso é crônico e não só eu sou assim).
Enfim, esse post era só pra dizer que eu estou de volta. Eu e todas as Cláudias que existem dentro de mim (amáveis, detestáveis, mal humoradas, ingênuas, chatas, apaixonadas e, principalmente, instáveis). Todas em busca de resgatar, quem sabe, o prazer de escrever. Vocês que me aguentem.

welcome back, sweet Claudine! =)
Cheguei aqui por um link no IeBN (não sei pq disse isso mas… só pra vc saber!).
Adorei o post e senti q tlvz eu me dê bem com uma ou outra das Cláudias (“me dê bem” no sentido mais tradicional da expressão, ok sei q não faz a menor diferença!).
Mas tá ai! Gostei, voltarei.
Bjs Claus