Não é a mesma coisa

• Este blog não pretende vencer nenhum Oscar de melhor blog.
• Este blog sequer pretende ser um sucesso.
• Este blog não terá fotos de mulheres nuas nascidas depois do período renascentista modernista.
• Este blog não fará promessas de campanha, nem reproduzirá posts de blogueiros com mais talento.
• Este blog não usará linguagem chula a não ser que alguém que comente mereça tomar no cu ou ir à puta que o pariu.
• Este blog não é especialista em nenhum assunto.
• A titular deste blog também não é especialista em nenhum assunto, embora dê, sim, pitacos sobre todo e qualquer assunto histórico ou da atualidade.
• Este blog não possui anúncios do Google ou de demais empresas de micro, pequeno, médio ou grande porte – por uma questão de princípios, apenas.
• A titular deste blog não possui patrocínio do Google.
• A titular deste blog não garante o pleno cumprimento deste tutorial. 

 

 Apenas brincando

A realidade é uma só: a cada dia que passa, escrevo menos. Aos quinze anos, os assuntos brotavam no meu caderninho rapidamente e em abundância. Hoje, vivo sem assunto. O assunto escasseou. Se alguém me encontrar num elevador e perguntar as novidades, pensarei e não chegarei a lugar algum. Direi qualquer bobagem. Se alguém me encontrar e não perguntar nada, será o fracasso do possível diálogo.

Criei este link no wordpress para reservar um domínio com meu nome, mas não tenho nenhuma pretensão de criar mais um blog fracassado, ainda mais que eu como leitora também sou decepcionante. Não leio nem meu próprio blog! Que horror!

E então? O que fazer? Me entregar ao fracasso total? Regredir intelectualmente (é possível?) até virar um lango-lango? Escolher um novo róbi, tipo a pesca, o ambientalismo, o feminismo, o socialismo utópico, quem sabe algo mais lúdico, como jogos de computador, jogo da velha, resta um?

Não sei. Nesse momento, seria bom ser expert em alguma coisa. É, ser bambambã em qualquer coisa. Em cobrar pênaltis, em jogar panquecas para o alto e pegá-las depois, em fazer um pandeiro rodar sobre o dedo indicador. Em jogar varetas, quem sabe. Truco gaudério. Trova. Partido alto. Ser repentista. Ser atriz famosa. Ser o Homem-pizza. Qualquer coisa seria bom do que não ser especialista em bosta nenhuma.

3 Respostas para “Sobre o blog”


  1. 1 Cris 11/10/2008 às 6:45 pm

    Parou por quê? Por que parou?
    Eu adoro essa descrição do teu blog.

    “em jogar panquecas para o alto e pegá-las depois” —> Eu sei. Te ensino, quer?

    :)
    Beijo!

  2. 3 Ruy Castro 04/12/2008 às 11:17 am

    Claudia querida,
    Só agora li o seu trabalho sobre o “Carmen”. Espetacular! Você foi fundo, hein?
    Apenas uma informação: não foram 156 entrevistas, mas 156 entrevistados — várias vezes cada um, num período de cinco anos. Creio que o total tenha chegado perto de 1000 entrevistas.
    Desculpe minha desmemória — é muita correria e trabalho por aqui –, mas nós nos falamos enquanto você fazia o trabalho?
    Beijos,
    Ruy


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Me, myself and I

Cláudia Flores, 26 anos, jornalista de Porto Alegre perdida em São Paulo. Procurando saber o que tudo isso significa.

@claudiaflores

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