“La Negra se fué”, foi essa a mensagem que eu enviei pro pai ontem pela manhã pra avisar da morte da Mercedes Sosa. Eu tinha acabado de dar a notícia na internet, foi minha última tarefa do plantão. Anunciar a morte da Negra, o que não deveria ser nenhuma surpresa, afinal ela estava há semanas internada em Buenos Aires em estado grave. Mas mesmo assim, a tristeza de perder aquele último fio de esperança de que ela sobreviveria.
Não me recordo da primeira vez que ouvi Mercedes Sosa. Era criança, e meus pais gostavam de sua música e sua voz. Não sei por que nunca foram a nenhum show dela. Mas eu lhes dei um DVD no ano passado.
Não há muito que falar. Sua arte é indescritível. Sua voz é sem igual. Sua mensagem canta uma América que tem uma história de luta e sofrimento.
Sem mais o que dizer, me despeço com a primeira música que lembro ouvir na sua voz, lá dos confins da minha infância. O pai tinha uma K7 do grupo Tarancón. Depois disso meu (não)estilo(?) musical nunca mais foi o mesmo.
Una canción de ninar, para ella. Duerme negrita.
Duerme Negrito
Duerme, duerme, negrito
Que tu mama está en el campo, negrito
Duerme, duerme, mobila
Que tu mama está en el campo, mobila
Te va traer codornices
Para ti.
Te va a traer rica fruta
Para ti
Te va a traer carne de cerdo
Para ti.
Te va a traer muchas cosas
Para ti.
Y si el negro no se duerme
Viene el diablo blanco
Y zas le come la patita
Chacapumba, chacapumba, apumba, chacapumba.
Duerme, duerme, negrito
Que tu mama está en el campo,
NegritoTrabajando
Trabajando duramente, (Trabajando sí)
Trabajando e va de luto, (Trabajando sí)
Trabajando e no le pagan, (Trabajando sí)
Trabajando e va tosiendo, (Trabajando sí)
Para el negrito, chiquitito
Para el negrito si
Trabajando sí, Trabajando sí
Duerme, duerme, negrito
Que tu mama está en el campo
Negrito, negrito, negrito.






