Textos categorizados 'olimpíadas'

While Lola sleeps

As Olimpíadas acabaram. Vivaaa! Que alívio. Esse sentimento só entende quem trabalhou na cobertura olímpica. Como espectador, tudo é bem interessante, zapear na tevê as competições mais interessantes, reclamar de algumas derrotas xaropes, tipo a do futebol ser derrotado pela Argentina, o Diego Hipólito cair do cavalo e a vara da Fabiana Murer sumir. Como pôde uma vara daquele tamanho sumir? Que côsa.

Enfim, agora com o feliz término dos jogos olímpicos de Beijing (aliás, um parêntese. Assistam às matérias direto de Pequim que editamos a partir do material da Jana Silveira, dona do China in Blog. Muito legais, tem até pandas muito mimosos) poderei tirar umas sonhadas férias em companhia da minha cã Lola e atualizar este blog, enquanto ela dorme.

Gente bronzeada, mostre seu valor

Tá branquinho, passa Dove

Em razão do meu recesso bloguístico (em razão do período olímpico), fico mais dormindo e trabalhando do que vivendo propriamente. Nesse período, vou ao senhor tuíter para ler coisas interessantes e curtas, que é o que a minha mente agüenta. E também escrevo alguma bobagem ali, enquanto respiro.

O mais lamentável de trabalhar nas olimpíadas é que o Brasil só ganhou quatro bronzes e o primeiro e segundo lugares na classificação são de China e Estados Unidos, ou seja, valendo a medalha de maior potência mundial. Não é querer fugir do famoso espírito olímpico, mas é só olhar as performances dos caras nas principais modalidades pra ver que não tem como competir com eles mesmo. Enfim, uma atmosfera bronzeada, como só nós bronzileiros sabemos ser.

Então já sabem: se apertar, taca-lhe um bronzeador e era isso.

* * *

Acabo de acordar após conseguir dormir 20 horas seguidas. Que recorde olímpico que nada. Phelps, essa tu não consegue sem dópin, meu filho.

Os confusos, os sem-fusos e o badminton

um tênis com... peteca

Badminton: um tênis com... peteca

Estou completamente perdida desde que voltei a trabalhar durante as madrugadas, em razão da Olimpíada de Pequim. Cada dia eu chego num horário, no primeiro dia foi às 21h, no dia seguinte fui às 23h, ontem entrei 1h da manhã e amanhã vou às 10h da matina. Por mais que durma, meu pobre organismo não se conforma em não ter horário certo para absolutamente nada. Preciso me orientar pelo fuso de Pequim, para estar alerta quando a minha querida colega Jana enviar o nosso material exclusivo direto da China. Mas o que mais acontece é eu me desorientar. Não consigo nem calcular direito o tal do fuso chinês!

Se, lá pelas tantas, preciso dormir mas estou sem vontade, lá vou eu a tentar convencê-lo, “organismo querido, vamos dormir porque preciso acordar daqui a exatas quatro horas”. Só que nem sempre ele aceita. Quando o sono bate e realmente durmo, ao acordar desconheço qualquer coisa. Que horas são? Onde estou? Quem sou eu? Essas são as perguntas comuns que faço quando parece que uma jamanta passou por cima de mim.

Pois lhes digo que nesta manhã de dia dos pais eu me recolhi para a cama por volta das dez da manhã, desabando sobre as cobertas. Caí dura. Durante a noite, não faltaram competições e mais competições, uma hora era basquete, noutra futebol, noutra badminton (e eu nem sabia o que era badminton!), noutra esgrima, mergulho, ginástica, e eu naquela overdose de modalidades e mais modalidades, até hóquei olímpico existe, pelamordedeus, de onde surgiu tanta modalidade assim?

Enfim, lá estava eu a dormir, dormindo o sono dos justos e talecoisa. Mas lembro que, em um certo momento, minha irmã entrou no meu quarto e falou alguma coisa. Eu até respondi para ela, mas não lembrava muito bem o quê. Pois ela fez questão não só de me contar, mas de contar para toda a família, pais, avôs, tias e primas, qual o diálogo que sucedeu enquanto eu semi-dormia. Segundo ela, foi assim:

- Cláudia, onde foi que tu colocou a chave do carro?
- Os atletas pegaram.

Ou seja, até dormindo estou ligada nos jogos olímpicos… O que será de mim até o fim do mês?


Me, myself and I

Cláudia Flores, 26 anos, jornalista de Porto Alegre perdida em São Paulo. Procurando saber o que tudo isso significa.

@claudiaflores

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