
Apesar de não ser conhecedora do grupo/projeto formado por Rodrigo Amarante, do Los Hermanos, Fabrizio Moretti, dos Strokes, e com a participação da cantora Binky Shapiro, fui ao show que ocorreu nesta semana no Bar Opinião. Primeiro, porque gosto desse tipo de mistura não-oficial-improvisada de caras de lugares e influências musicais diferentes. Segundo, porque gosto do Amarante como músico, aliás, para mim a voz dele bate a do Marcelo Camelo, mas enfim. Terceiro porque queria ter uma opinião, a junção dos caras era uma novidade e fez sucesso poraí afora. Queria me posicionar.
Tá, e aí?
Olha, curti o show, apesar de não ter visto picas. O Opinião lotou e fez calor de uma forma que as roupas ensoparam de suor e cerveja. Sim, bebemos. Mas uns bebem e perdem a coordenação motora, refrescando os vizinhos com cerveja e pontapés “sem querer”. Ok, faz parte. Eu também não fiquei analisando o show. Pô, música tem que contagiar de alguma forma. Nós dançamos, brindamos, alguns cantaram, e tudo e tal. Em alguns momentos eu pensei que o show seria mais aproveitado pelos casais, como naquelas canções fofinhas e românticas que fazem quem estar sozinho dar um profundo gole no elemento etílico que carrega ou acender um cigarro como se não estivesse nem aí pro show e pro raio que o parta. O que importa essa baboseira? Voltemos para a discussão da sonoridade, que esse assunto já encheu.
Em suma, gostei, liberdade de movimentos, combinação perfeita de vozes, o ritmo de algumas músicas ainda me lembrou um pouco Los Hermanos, mas queria ver (e ouvir) esse grupo continuar por aí.