A ironia ainda está viva

Houve, no entanto, algo que se manteve teimosamente estático na intrépida cavalgada de Justus pelos desvãos do destino. Estivesse flanando pelos jardins de Versalhes, esquiando nas montanhas de Aspen ou observando mamutes nas savanas de Mala Mala, um detalhe contradizia a sua imagem dinâmica e cosmopolita. O mal-estar persistiu até a histórica edição de Caras, a de 23 de outubro de 2007, que marcou a formidável reviravolta: após mais de uma década, Roberto Justus mudava o corte de cabelo.

Há que se louvar a categoria com que Roberto Kaz, na Piauí desse mês, tratou o estrondoso lançamento do CD do empresário-apresentador-galã-e-agora-cantor Roberto Justus. Ao me deparar com a página, pensei que pudesse se tratar de um desperdício tenebroso de papel de qualidade, visto o espaço que se deu a este lançamento na tv, mas me enganei. Foi uma resenha excelente, eu diria que o topetudo Justus já lucrou com isso muito mais do que devia. Que saudade do tempo em que cantor era só cantor e ponto final.

Mas, cá entre nós: será que alguma loja terá coragem de pôr este CD à venda?

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Um pensamento sobre “A ironia ainda está viva

  1. Eu não li esse texto em específico, mas as matérias da Piauí sobre pessoas em geral são muito bem escritas e agradabilíssimas de ler. Quando leio a Piauí sinto vontade de ser jornalista.

    E acho que o Justus tem mais é que cantar mesmo. Se eu fosse milionário como ele, eu bancaria uma literaturazinha ruim minha sem o menor pudor.

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