Mar doce

(Depois de quase dois anos, resolvi colocar meus vídeos aqui no blog. Tem muita coisa empoeirada aqui clamando para sair da gaveta. A maior parte do material é home-made, mas, hoje em dia, o que não é? Abaixo, um texto meu sobre o show do Bajofondo, publicado na época no clicRBS.)

Depois de se apresentar em capitais como São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro, o Bajofondo veio encerrar a turnê no país em Porto Alegre, “ciudad muy hermosa”, como os integrantes gentilmente definiram. O show deste domingo*, que lotou o Teatro do Bourbon Country, trouxe o repertório do último disco do grupo uruguaio-argentino, Mar Dulce. Além disso, foi um reencontro entre a banda e os porto-alegrenses, já que os caras trouxeram este mesmo show à Capital no ano passado.

No entanto, pra quem não foi achando que o show era a repetição do apresentado em 2008, sinto lhe informar, mas você perdeu um baita show. A base, de fato, era a mesma – o disco Mar Dulce, lançado em 2007 – mas o som foi tão empolgante que não se podia descartar uma ou outra surpresa.

O Bajofondo entrou no palco com o violino solitário (e emocionante) de Javier Casalla (cujo belo momento registrei aí em cima). Depois, a batida eletrônica entra de vez com o DJ e guitarrista Juan Campodónico, que é também um dos criadores do grupo junto com Gustavo Santaolla. Fecham o octeto os músicos Luciano Supervielle, ao piano, teclados e scratch; Martín Ferrés, no bandoneon; Gabriel Casacuberta, no baixo acústico; Adrián Sosa na bateria e Verónica Loza, VJ responsável pelas imagens que interagem com o show no telão.

Grande parte das canções do show é dançante e, assim como o próprio grupo define, não traz só influências do tango. A milonga, conhecida dos gaúchos, aparece em algumas canções e traz à música uma mistura do tradicional com o moderno. E esta mistura dá muito certo com o Bajofondo.

Pausa para um momento intimista do show: um solo de bandoneon é executado. Depois, Santaolla relembra sua parceria com o brasileiro Walter Salles e interpreta uma das músicas que integra a trilha sonora do filme Diários de Motocicleta. A impecável execução rendeu muitos aplausos.

A série de músicas dançantes que seguiram até o fim do show não deixariam o público plenamente satisfeito se não houvesse a execução de P`a Bailar, tango eletrônico que popularizou o grupo depois de se tornar trilha de abertura da novela das oito A Favorita.

O show encerrou como no ano passado*: os músicos atraem algumas pessoas da pista até o palco e este fica cheio, como se fosse uma rave. O bis (sim, depois da rave no palco ainda teve bis) foi de arrepiar, tocaram La Cumparsita. Depois disso eu não lembro de mais nada. Acho que o meu pensamento ficou passeando por Buenos Aires…

*Publicado em 11 de maio de 2009, no blog Volume.

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